domingo, 2 de agosto de 2015

no tempo das pranchas de isopor

Verão da década de sessenta, creio;
primeiros dias de praia
janeiro.
O namoradinho ganhou de natal
uma prancha de isopor 
das grandes!
Era pra pegar jacaré,
uma turma na água
começam a subir e mergulhar,
na minha vez
quando saí do mergulho
de olhos e ouvidos tampados 
ouvi:
- Quebrastes a minha prancha!
- O que vou dizer por meu pai!
Lá estava ela partida em dois
Horror, vexame vergonha
-Desculpe desculpe,vou pedir ao meu pai
Comprar ruma igualzinha te devolvo.
-Ele olha horrorizado
Não!!
E isto foi usado contra mim só no olhar
Ninguém mais tinha só ele!
Corta!
Segundo ato:
Aniversário da irmã
mesmo namoradinho,
eu nervosa,
perco uma lente de contato ao me maquiar.
Desespero
Não vou mais!
Calma, vai sim, liga eu te busco a hora que ligares
Dizem pai e mãe.
Deixam a mocinha na porta da casa. 
Mal toco a campainha. 
abrem.
Eu entro sem ver os degraus,
tropeço
a família enfileirada pra me cumprimentar
Passo por todos
tentando não cair
me seguro na escada 
Vexame, vontade de chorar
Vergonha,
a primeira vez na casa deles.
Só lembro algum tempo depois. 
enquanto ele me puxava por uma correntinha 
de Santo Antonio.
Eu nunca tirava
a corrente se rompeu ficou na mão dele. 
Não devolvo vou guardar
Mas ouvia risos
Achava que era de mim
eu era a mais novinha 
quis ir embora 
Acho que nem fiquei para cantar os parabéns.
Afinal com ou sem correntinha casei
Não com ele claro
ele casou com uma morena linda
Eu casei acho que na mesma época. 
Com dois namorados depois dele.
 A mente divaga
enquanto procuro lembrar
 aonde coloquei o manual
Olha só aonde fui parar
Acho que vou imprimir da internet.

sábado, 1 de agosto de 2015

sábado de agosto

bermuda, blusa sem manga
pés descalços
água fria
crianças brincando 
 mare baixa
castelos de areia
surf 

casa de mãe
varanda
leitura na rede
churrasco
conversa, assunto
novidades
descanso

Saudades
amizade
lua cheia 
bar
pastel
siri
cerveja
é sábado
a lua reflete no mar

quarta-feira, 29 de julho de 2015

lunática

Noite enluarada
amanhã rebentam bolsas
bebês nascem nesta data
A lua inteira é responsável
por loucuras
brigas, surtos.
As mulheres se inquietam,
alguns homens infartam
tudo a culpa é da lua 
inteira tão linda
Mas cuidado
influencia 
Tomadas de decisão
erradas?


terça-feira, 28 de julho de 2015

fim do dia

Indo as compras
e antes de entrar
o mar
ali.



Barco de toda as cores
na areia
na água


Na saída das compras
o poente
e a serra do Mar

domingo, 26 de julho de 2015

três passarinhos e um surfista

Pousados na restinga
não sei os nomes 
mas estavam la
o mar predomina 
a vista se perde
o pensamento voa
os pássaros também
o mar fica


O romance na pedra 
a loura de rosa
o céu quase rosa
acho que pra combinar
amor não tem hora
nem tem hora 
brincar

Arame farpado 
não impede de olhar
a serra la no fundo 
é a serra do Mar

sábado, 25 de julho de 2015

a praia sempre de presente

As onze horas
desço com eles,
 brincam correm
eu vou para o lado 
deserto
assim podem brincar a vontade

A tardinha
 seguem o carro
se atropelam
não tem noção do perigo
dou meia volta
nem na Prainha vou.

Aqui sempre tão lindo 
a luz convida
a todos 
a assistir o poente.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O raio de sol

Era uma vez um menino
inteligente
quietinho 
olhar de anjo.
Na cozinha ele me disse
Ele trata a mãe dele mal
grita com ela 
isto é muito feio.
Eu perguntei
Você não faz isto com a sua não é?
Não, respondeu ele. 
Pegando o copo de refrigerante
levando aos lábios,
depois foi mostrar 
os desenhos que fez.
Seguiu o menino,
raio de sol,
luz no caminho;
menino de sonho.
Um dia cresce e mostra 
como se ama.
respeita e honra!