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quinta-feira, 5 de maio de 2016

gato sobre fundo vermelho


tempo de introspecção, não fosse o circo


Outono ai 
pra pedalar
pra levar seu amigão pra passear
só pra ver o mar


E o circo chegou
todo mundo vai
menos eu.


 A ponta da Enseada
se iluminando
se enfeitando
pra chamar a criançada.


Alguns caminham
quase dentro da água
outros meditam
 momento
de introspecção.


E o coelho no meio da noite?
Fugiu da cartola do mágico!!
 Sobrevive entre gatos e cães!!
Nesta arca tem lugar pra todos


quinta-feira, 28 de abril de 2016

as voltinhas


Agora de vidro fechado
tocada de vento
parece Rio Grande
mas a luz 
ah que linda esta luz


E as cores do outono vieram 
De um dia para o outro
esquecemos os problemas
esquecemos das misérias 
das coisas que nos incomodam
de tudo 
sempre voltamos alegres
A noite cai
escurece.


Antes disto o garimpeiro
procura
e os troncos da ressaca
esperam pra serem retirados, 
tanta madeira.... 

terça-feira, 26 de abril de 2016

marinha da água


Noite de vento,
dia de velar colega
dia de asperezas 
fruto da energia baixa
pela notícia dramática
drama como os gregos 
Drama como novela,
inimaginável!
Fica uma escuridão 
um desespero 
não é meu
mas esta aqui ao lado
invisível.
mas quase palpável.
Noite de oração
de pedir compaixão
pedir luz
aliviar a dor
Dor que não é minha 
mas da humanidade
Nossa humanidade
frágil
desesperada
noite de ventos 
água salgada
lágrima
água marinha
sal
sentimento



domingo, 24 de abril de 2016

de ponta a ponta


Hoje já foi 
amanhã
o mistério
seja la o que vier
quatro dias de descanso
de sol 
de verão.
Gratidão pelos momentos bons
Feliz pelas pequenas alegrias,
 guardar 
para os dias ruins.
Sei de noticias por acaso
não ligo televisão
É o que me aflige
nada de bom vem de la
nunca.
Enquanto isto
muita gente 
aproveita a estação
alongada. 



terça-feira, 19 de abril de 2016

dia cheio de cor


Tudo me chama e convida
a cor a luz 
calor
e o mar.


Paciente me espera
eu chego ao poente
armo as cadeiras;,
um banho 
dois,
mais,
fragatas
gaivotas!!


A moça romântica 
assiste a tudo 
sentada 
vendo a lua subir


Atras das rochas,
mar adentro,
enluarada,
salgada,
feliz.


sábado, 16 de abril de 2016

acadêmico


Madrugo, parto,
 as imagens correm
eu sonoleta.
Então o campus, como esperado 
lindo e cheio.
 Juventude
A peça clara,
a moça sentada corretamente;
roupa discreta;
rosto impassível;
em volta amigos e amor.
 Professores convidados 
afinal é defesa de um mestrado.
A orientadora chega 45 minutos atrasada,
não se desculpa! 
Deve ser de praxe.
Eu não sou mestra em nada, nem assisti nada igual.


A moça de voz modulada 
transparece sua tensão
pelo tremor das mãos.
Poe um choro,
ouvimos.
Jacob do Bandolim toca lindamente
"Andre de sapato novo''
Então se mistura ludicamente
música poesia pintura e cor
a relação e o abraço entre todas as artes
que se completam 
e fala com encanto e paixão e lucides e eu que não sou do ramo
 amo a ideia!
Me sobressalto aos comentários dos professores
Tenho vontade de falar;
muda
 imóvel não tiro os olhos dela, 
que faz anotações.  
Eu ouço palavras 
desobediência 
novo
ousadia 
enfim
Tudo o que ela é afinal
Sacode a poeira das citações
É firme nas sua defesa
se recompoe
as mão firmes
fala bem e tudo fica lindo
escrevo este texto, crônica, poesia;
 enquanto ouço o choro
interpretado por muitos.
E me vem a cabeça 
o calor do momento,
leveza,
poesia, 
não só a concreta, meu amor,
Da vida ser um poema 
sem rima 
sem métrica 
embalada de músicas de todos os ritmos 
e pinceladas de todas as cores.
Não chorei, 
mas me deu uma vontade de bater palmas, 
pra esta mulher que se reinventa
a todo o momento
O mérito é todo dela 
mulher inteira.