domingo, 17 de agosto de 2014

o frio da infância

O bebezinho chorava a noite
e fazia muito frio 
eu nem mexia na cama 
parece que esta molhada de tão gelada
o despertador toca ao meu lado
o uniforme preparado pra vestir
debaixo da saia pregueada um calção de flanela
a única proteção para as pernas
a saia de lãzinha cobre,
ninguém vê
depois do café saímos em silêncio
Anna e a irmãzinha dormem enroscadas na cama de casal
 O carro pega mas tem que aquecer 
 estacionado atras do portão aonde tem a madeireira,
o cheiro a serragem
a parede de madeira crua cinza sem pintura
meu pai sorri pega uma cunha no chão 
quebra a lâmina de gelo do para brisa
sai fumaça de sua boca 
agora sim começa amanhecer
meus joelhos estão azulados.


aqui na minha praia

Antes de partir a ultima olhada
o mar lindo o vento já se foi
só o sol vai devagar 
amanhã começa tudo de novo

sábado, 16 de agosto de 2014

As casas sem jardim 
paredes e janelas pra calçada
um palmo de umidade que jamais seca
mesmo ao meio dia dos invernos ensolarados,
é frente sul não importa 
o sol ali nunca alcança
nem o vento minuano faz secar.
Eu ainda nas noites vazias 
no limbo do sono que chega,
caminho por la
a arquitetura ja mudou 
então caminho pelo meu passado
a casa dos padres capuchinhos
o colégio cheio de meninos na janela
finge que não vê diz minha mãe
e eu passo indiferente ao som de gritos.
Ando por la mesmo sem querer

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

final de semana

Um quase verão
Ontem a praia quase só pra mim.
Hoje poucos lugares vazios,
gente pra todo o lado,
ondas pra surfista nenhum por defeito
depois da longa caminhada
voltar a rotina.
 


sábado, 2 de agosto de 2014

e ainda é sábado

Manhã brilhante
tarde igual
a praia convidando
a por os pés na água
parece que a primavera se antecipou
 
que seja bem-vinda
permaneça nos aqueça
a alegria e a esperança
voltam .